A hipótese de “Random Walk” é uma teoria financeira que afirma que os preços do mercado de ações evoluem de acordo com um andar aleatório, e que, portanto, não podem ser previstos.
Note-se que essa hipótese é consistente com a hipótese de mercado eficiente.
Após anos e anos estudando o mercado com tecnologia e robôs investidores, minha conclusão é uma outra hipótese, que apresento e explico abaixo.
Essa hipótese é baseada no comportamento que consegui medir utilizando laboratórios rastreadores de robôs, e aplicando algoritmos genéticos em trading systems no Trajecta LABS, submetidos a ambientes puramente randômicos e comparando com ambientes ideais com tendência forte e definida.
As fases aleatórias da Lua
Imagine que existe um ativo ou papel cujo sinal seja a luminosidade da Lua vista em uma coordenada geográfica fixa na Terra nesse momento.
As fases da Lua são causadas pelas posições relativas da Terra, da Lua e do Sol, seguindo leis universais.
Como essas leis são, em teoria, acessíveis a todos investidores, provavelmente a melhor performance que você teria, investindo nesse ativo, seria menor que uma renda fixa de caderneta de poupança.
E a tendência, a longo prazo, seria o papel perder sua volatilidade e liquidez, pela simplicidade e domínio de todos investidores de seus ciclos.
Agora imagine a seguinte hipótese: a transição e duração das fases da Lua passaram a ser aleatórias.
Ou seja, nesse cenário caórdico, seria possível uma transição imediata de Lua nova para Lua cheia em poucos segundos, ou ainda de Lua crescente para Lua minguante num piscar de olhos.
Não seria um sinal caótico? Ou caórdico, já que a Lua continua seguindo outras leis conhecidas?
Sem dúvida. Mas note-se que, na prática, continuariam existindo apenas quatro cenários: Lua nova, Lua crescente, Lua cheia e Lua minguante. Todos os quatro perfeitamente conhecidos e dominados pelos investidores.
Nesse caso os resultados para os investidores no “ativo Lua” já não seriam mais o de uma renda fixa, passando imediatamente para uma renda variável, pelo caráter randômico e caótico das transições de fases.
Random Phases: minha hipótese de mercado
Acredito que grandes mercados internacionais, como nossa BM&F ou Forex, não seguem a hipótese de Random Walk mas sim a hipótese de Random Phases.
Isso não significa que não possam existir ativos e instrumentos dentro desses mercados que estejam de acordo com a hipótese de Random Walk, mas não consigo visualizar papéis como as blue chips nesse cenário.
Para mim, as blue chips e as melhores small caps, além de indicadores com grande volatilidade como Bovespa Futuro, são grandes seguidoras de Random Phases, e por isso os mestres da análise técnica e fundamentalista, e os melhores trading systems e robôs investidores, conseguem performar consistentemente com seus conhecimentos.
Melhor ainda se o investidor puder dispor e acompanhar carteiras de trading systems, como no Trajecta LABS.
E por isso também a visão é tão importante, para unir os conhecimentos de passado, presente e futuro.
Um mercado Random Walk seria um desafio até para os melhores clusters de robôs do mundo, mesmo se a era da singularidade fosse realidade.
E, a meu ver, esse desafio deverá chegar com a grande competição de tecnologia e algoritmos, que irão gerar forças de sinais cada vez mais aleatórios.
Mas essa ainda não é nossa realidade.